segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fluentemente.

Preciso assistir um filme, preciso apreciar uma nova boa música, preciso me mudar. Preciso ir para o outro lado da rua, amar no sentido inverso, viver o verde das folhas. Preciso andar de bicicleta, preciso de um amigo, preciso do antigo, preciso de chocolate. Preciso extravasar e reter, endoidar. É, eu preciso. Preciso sentir outra estação, preciso de concordância e coesão, preciso de água. Preciso do noel, de um novo ano, compras. Preciso de uma fantasia, preciso de prazer, ver a lua. Preciso mergulhar, preciso ser beijada, sorrir. Preciso encontrar, preciso me achar. Amassada, amarrada, embolada. Preciso buscar, preciso lhe ver. Eu necessito viver! É mais forte que eu.
Não preciso de mais nada.

domingo, 28 de novembro de 2010

3 anos não foram 3 meses.

"Tranquei a porta para todas as mentiras, a verdade também está lá fora, e agora a porta está trancada. A porta fechada me lembra você toda hora, e a hora me lembra o tempo que se perdeu, perder é não ter a bússola, é não ter aquilo que era seu. E o que você quer é orientação." (Ana Carolina)



Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais... não volte mais.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lágrimas que cegam.

Estranho me ver em um mundo onde você não faz parte. O nosso mundo, aquele encantado, de princesa e 'principo', lembra? Sim, irás lembrar!
Nele só existia eu e você, nada tinha peso suficiente para alterar o que é que fosse, tudo tinha o nosso jeito, nosso toque, nosso desejo.
Notícias eu não tenho, nem sei ao certo por onde anda o coração que batia por mim.
Deve continuar no mundo que deixei pra trás quando escutei o seu adeus. Hoje resido à sua distância, a mesma dos nossos
olhos, torturante e destemida, ela me mantém longe de você.




Mas nunca esquece o quanto eu te amo.


"Muitas saudades, uma dor de saudade, uma angustia cheia dela. Espero que estejas bem e feliz. Mas é, a vontade foi maior. Inté, principo."

sábado, 16 de outubro de 2010

Pratique!

Roupas espalhadas pelo chão, espinhos feriam o meu coração.
Bem me quer, mal me quer, e eu te quis.
Uma borboleta perdida em um mundo de gafanhotos, eu sobrevivi, por você, claro.
Eu te amei de todas as formas, e em todos os ângulos possíveis. Como se nada pudesse ter outro sentido, eu me fiz e fui a sua prioridade. Hoje tudo se perdeu, E EU QUERO VIVER. Apenas isso!



Se acabe por muitos, amiga. (Vanessa Cavalcanti)
Não só por um. Não só por ele...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Soluços.

Procuro no timbre de sua voz algum rastro de quem você foi. Decepcionante.
Mesmo culpada por mais uma frustração, ainda continuo esperando muito de você. Grave erro.
Tudo fora do lugar, em meio a cartas de amor e sentimentos nostálgicos eu me perco.
Faço de uma tela o meu abrigo, de olhos alheios, a minha proteção.
O que vivo não faz mais sentido, e o que sinto não mais me transmiti coisa alguma.
Procuro. Não acho. Me acabo. Percebo.
Sou o que fomos. A metade de um todo. Uma lágrima. Um só coração.
Mas olha só que ironia lembrar dos momentos bons que passamos e ficar triste no fim de tudo...
Diante da certeza: tudo é incerto. Eu e a saudade.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Saudade é conjugar no passado.

Fantasias abusivas. Desejos estridentes. Paixão avassaladora.
Daria o mundo. Viveria tudo. Sacrificaria até o próprio querer.
Usamos, abusamos, e queremos mais.
As duas partes aos poucos se encaixam em um todo. Se adequam, estabilizam. Há aqueles que ocultam até a cicatriz. Teoria do octeto.
O tempo passa, afinidade cresce, e surge o grande amor de nossa vida. Felizes pra sempre. Nhá!
Quando damos por si, o costume tomou conta. Quer saber a verdade? Estamos impossibilitados de viver e sentir outros ares - e agradeça pelo eufemismo.
Sim, as coisas do amor nunca são simples.
Mais dias vão raiando, e realizados são os que permanecem satisfeitos. Caso contrário, ficamos tristes, e parece que todo o resto do mundo fica triste com a gente.
"E você que um dia disse para si mesmo que não seria só mais um na multidão?"
Tanta coisa mudou, tantas coisas fizemos mudar e agora não vai ser diferente, não pode ser diferente. Entenda: Vivemos o que nos foi permitido viver, e tudo sempre tem um prazo de validade. Se não o nosso, mas com certeza o que nos foi dado.
A vida é assim, amores vão e vem. O sentimento da falta é provável e impossível de não acontecer em qualquer que seja a situação. Porém, na maioria dos casos, é sempre suportável de se sentir. O problema e a solução é nos acostumarmos a ele, como nos acostumamos com determinada pessoa.
Se nem todos os dias são de sol, por que teriam de ser todos os momentos alegres? Viver é isso: sol, chuva, tempestades e calmarias...
Sempre passa, a vida continua e a gente sobrevive - acharás nem que seja apenas meio motivo para voltar a ser feliz. E ao final, nossas cicatrizes servirão para mostrar que o passado foi real. Só e somente só.




Um post que foi surgindo em uma conversa com uma amiga já a algum tempo.
A autora garante não sentir prazer em usar alguns dos verbos na terceira pessoa do plural. Ressaltando.
O esmalte 'escafedeu-se'.



Num momento tal como agora, diante de sensações inomináveis, o melhor é nada questionar, melhor continuar seguindo, sorrindo, talvez.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu quero chuva.

Continuas viva. Não foi dessa vez.
O mau humor toma conta. Inquietude e desespero. Vai telefone, toca!
Virou rotina.
Aquelas velhas canções perderam o sentido. Ferem os machucados que teimam em não cicatrizar. Não mais escuta.
O cheiro se perdeu na atmosfera. O gosto foi desprezado. O amor mais uma vez banalizado.
Ele permanece aqui de uma forma ou de outra. Raiva. Vontade própria. Intensidade vã.
Pensamentos lhes enchem a cabeça. Angustia, o coração.

Bobagens intermináveis lhes cegam.
O sol brilha. A natureza grita. A vida chama.
As lágrimas que hoje ainda insistem em cair, será o mais perfeito sorriso do amanhã.
Sua boba!




O tempo que você perde chorando por alguém, é o tempo que você poderia se reconstruir. Pense nisso.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pequenas doses.

Não, não corras!
Sua pressa desajeitada só irá lhe atrasar.
Não, não desanime!
Lá na frente há bem mais coisas do que você pode imaginar.
Não, não se aborreça!
Belo mesmo é a espera.
Continue! Vá! Lute!
Satisfação terás vendo aquele apaziguador horizonte de felicidade.
Anime-se!
Um raio de cem metros os mantêm separados.
Não tenha medo!
Será o primeiro, mas o último jamais.
Apresse o passo!
O novo pode até ser estranho, mas desvendar o mistério é a chave.
Cuidado!
A sua pressa pode te ferir, o desânimo pode te afligir, o aborrecimento pode te perder.
Aproveite!
A estrada irá lhe guiar. E nas curvas da vida o melhor a se fazer é amar!
Vamos, tá esperando o quê?

domingo, 29 de agosto de 2010

Provérbio brasileiro.

Arrumar gavetas faz você reencontrar lembranças que considerava literalmente engavetadas. É mais fácil esconder coisas do que sentimentos.
Dá para amassar bilhetes, picar cartas, sumir com fotos. Mas as lembranças saem do fundo da gaveta quando você menos espera.
Junto com elas, lágrimas e sorrisos. Lágrimas por conseguir sorrir. Sorrir por não mais chorar.
Se conseguires fechá-la com o mesmo anseio de um ato antes, você se encontra em um estágio onde viver um novo amor deveria ser uma prioridade. Caso contrário, entregar-se à coisas novas é a melhor saída. Da mesma forma. Vice-versando. Afinal, coração que não ama é coração morto.
Podemos sentir mudanças acontecendo justamente quando nada parece estar no lugar em que deveria estar. É porque tudo está se movimentando.

E o tempo passa. Tudo acontece e se modifica. Senão do nosso jeito, do jeito certo!


sábado, 21 de agosto de 2010

Sensação inominável.

Quanto mais se tem, mais se quer. Quando não tem, é o que mais se deseja.
Meu desejo, meu querer, minha improbabilidade.
Quase me ama, quase está comigo, quase meu futuro, todo o meu amor. Passado.
Meu horizonte flutuante. O costume mais delirante.
Impaciência. Nome próprio.
Oito ou oitenta. Quarenta e quatro não chama atenção.


A qualquer tempo é o tempo certo para recomeçar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Nosso futuro num pretérito.

Eu buscaria você sem sequer ter um motivo.
Eu te encontraria onde o sol se esconde, e te beijaria como se fosse uma primeira vez.
Te amaria como se fôssemos apenas um. E se eu tivesse a certeza que poderiamos permanecer e pertecer igualmente como naquele momento - assim como foi desde sempre - nada ocuparia o primeiro lugar.
Seria possível iluminar, assim como o sol, tudo que tocássemos, e até onde nossa respiração apaixonada alcançasse.
Na verdade eu iria sair do lugar onde agora me encontro pra te procurar se eu não tivesse a certeza de que quando eu chegasse lá você há muito não seria mais quem eu procurava.
E pra provar que toda essa certeza não é absurda... Você não me faria pensar em cada palavra escrita neste texto com lágrimas nos olhos. Chorar de raiva. E usar a maioria de todos esses verbos no Futuro do Pretérito Simples.
É, eu iria.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mal necessário.

Sou a febre que lhe queima mas você não deixa. O sangue bombeado a cada batida de seu coração, sendo levado a toda parte de seu corpo. O sorriso espontâneo presente no pensamento falado. A crise de histeria combinada à falta que te faço.
Sou a sua preferência de cor, música e filme. A sua comida. Sou o lugar que te transmite esperanças. A melhor parte da dança.
Sou quem dá e recebe todo prazer camuflado em cada ato.
Sou a sua voz que grita mas você não aceita. O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam.
Sou o passado mais presente do nosso futuro incerto. O sim e o não do correto. A paz que reina ao seu redor. O timbre que nos equaliza numa sintonia só.
Sou seu passo perdido quando não encontras o caminho. Sou a intensidade do carinho.
Sou a outra parte da tua face. Da moeda. A cara metade.
Sou o amor que dei e o amor que tive.
Sou o machucado presente, a alegria testemunhada. Eu sou o objetivo alcançado. A sua concentração.
Sou o seu interior. Sua canção de ninar. A emoção explícita que deixa ser transmitida pelo tom de sua voz.
Sou todo um conjunto de fatores que você consegue entender tão bem.
Sou o novo, o antigo, a renovação do minuto.
Consigo ser o imperfeito. O contraste e a contradição.
Eu sou toda a sua complexidade. Eu sou o que fomos.

E ao final percebo que acabo falando por mim. Ocultação da segunda pessoa do singular.
Você era, e continua sendo tudo isso. E eu sou apenas quem fala e não sabe o que sente. Eu fui a prioridade.



-


Inspirada numa canção do Mauro Kwitko. Na voz do Ney Matogrosso.

sábado, 31 de julho de 2010

Lampejo.

Ela desde que descobriu um verdadeiro sentido pra sua vida, procurou dedicar-se à apenas um objetivo. O melhor de todos, como se pode ver, o mais importante.
Fez-se a mulher entre tantas outras. Assim pensava ser, seguia a seu modo.
Não foi o bastante.
O problema não foi ela. A pressa por amar foi sua maior inimiga.

A autora se responsabiliza por qualquer dano causado ao seu apertado coração.
Só mais um pensamento solto.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pizza ao forno.

Por um momento ela se pegou pensando no sentimento da amizade. Sim, logo hoje, dia pertencente a 'palavra' amigo. Na verdade se viu imersa à atitudes de uma pessoa em especial, e que por consequência a levou à este assunto, e por falar nisso, foi um prato cheio. Agradeceu-a.
A mesma resolveu revoltar-se, assim seguindo o exemplo de tantas outras que só percebem ter amigos verdadeiros ou não uma vez no ano - coisa típica. Típica também são as frases e textos melancólicos, autoritários e com cara de ' nem aí'. Hilário. A palavra mais lembrada de todo um dicionário é a "banalizar", exatamente um verbo que pode ser conjugado em tantas pessoas, mas muito raramente na primeira do singular. Diga: Eu banalizo! Não tenha tanta vergonha.
Considerando-se uma pessoa com sorte, usa o famoso clichê... "Eu tenho poucos, mas tenho os melhores". Mas posso falar uma verdade? Nem ela mesma tem certeza disso. Não sabe falar por ninguém, não consegue, não é com ela.
Depois de alguns minutos inerte em pensamentos, chegou a conclusão que passou a ser muito seletiva, mais metódica, apesar de sempre querer confiar e amar sem limites. Teve que aprender, aprendeu, e vejo que ela se sente grata.
Porém, não à necessidade de temer, de limitar-se, de esconder.
Ame. A tudo e todos. Esteja prevenido sim, mas nunca armado contra experiências, momentos e sorrisos novos. Viver com a alegria no rosto por culpa deles é uma das melhores coisas do mundo. Hoje tiro por ela.
Um feliz dia do amigo a todos os meus. Um feliz dia do amigo a todos os seus.
Ainda tenho alguns à ligar.
E você ser humano, após o trabalho, passe no supermercado e compre um bife de primeira para o seu cachorro.

Veio como um flash, com duração de uma pizza ao forno.

domingo, 18 de julho de 2010

Questão de costume.

Pequenos fatos depois de um tempo se tornam tão insignificantes. Tempo este que é vivido sob uma máscara negra, tão pequena, mas que divide tanto, que afasta, que não permite reconhecer o belo mais puro existente em um mundo que só existia lindos momentos e grandes expectativas. Você e ele. Tudo se converte. Transformou, destranformou, transformará se assim quiseres.
Confesso que me vejo perdida nesse querer. Não faz bem. Não alimenta.
Um dividor de águas, um divisor de vidas, um divisor de mundos, um divisor de planos. O que é seu, é seu; o que é dele, é dele. O nosso agora deixa de existir.
Vai ver que não será tão triste assim. Grite ao senhor do tempo.

domingo, 11 de julho de 2010

Particular.

A minha boca quer a sua. O meu coração grita pela sua voz.
Carinho, chamego, dengo. Quero o momento vivido, os planos inventados. Apelo pela palavra não dita.
Sinto-me tão frágil aos olhos alheios. Aos desejos idealizados sutilmente nas mentes perigosas. À tentação instantânea. À vontade de querer e não ter.
Você partiu meu coração. Nós nos amamos.
Mas é um encanto saber que vai passar. Que sempre passa. Não passou ainda, mas vai passar!

sábado, 19 de junho de 2010

Confusos, difusos, intrusos.

Seria possível pararem de falar o que é certo e o que é errado? Indivíduo, no momento, isto só está servindo pra você. Mil perdões, mas felizmente isso não vale o mínimo. Sabes como é, né?
Chega do tal talvez, de desanimações, noites de insônia, pensamentos vagos, palavras não ditas e choros reprimidos. Amor não correspondido, carinho abstrato, traições breves, dúvida cruel, dever e direito.
Ela sabe de seu dever!
Cada um sabe onde o sapato aperta, não é mesmo? Então por favor, seus "falares" estão enchendo o saco. Embora até entenda.
Lado profissional. E daí se eu quiser seguir a carreira? E daí se depois de algumas semanas eu desistir? E daí se eu me arrepender? E daí se eu tentar? E daí se eu gostar? E daí se eu vencer?
Está mais do que na hora de tomar decisões responsáveis, mesmo que equivocadas. Pra vocês, é claro.
Pesar os favores e os contras é fundamental. Eu quero isso pra mim - tiro no escuro. A vida é isso. Eu aceito.
Quando se quer, ninguém tem o direito de jogar algo contra. Estou aberta a opniões sempre, mas não se imponha ao que acha ser certo. Duvido muito que isso seja pra mim. Não mande, terás bem mais créditos.
E depois se nada der lucro? Viro cantora! De brega. Va-lha-me, Deus!

É tudo tão confuso em sua vida, ela só deseja criar asas e voar.
Tudo que tenho são promessas. Eu preciso de motivos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Subi no morro. Escorreguei.

Ei, você. Sim, você mesmo. O que seria certo? E o que seria errado? O que seria o amor? Você já sentiu? Você está sentindo? Sente saudades? Mas o que é a saudade? Você está com medo? Se EU fosse VOCÊ teria. Não de ninguém, só de você mesmo...
Difícil acreditar quando se foi obrigada a desacreditar. Desacreditar no belo, no ideal, no perfeito, no quase impossível de existir.
O cheiro, o gosto, a vontade, o prazer, tudo, tudo na verdade se perde quando misturado a uma história falsa, quando é estragado sem motivo, ou até mesmo com motivo - esse seu motivo desprezível. Não adianta! Não, não vai adiantar. Eu não quero essa história, isso não é pra mim.
Acabe com qualquer fio de esperança, acabe com qualquer lembrança que te faça sorrir - sim, que te faça sorrir -, acabe com a saudade, acabe com a liberdade.
Permita-se começar de novo, nada pela metade, muito menos de onde parou.
Certo, realmente a vida é constituída de erros, e é disso que surgem as experiências.
Mas ninguém, NINGUÉM, é obrigado a viver "obrigado". Mesmo quando se quer estar perto...


Não sei como me livrar de certas sensações, certos cansaços, e de certas derrotas. Pra mim é tudo sempre tão igual.

domingo, 6 de junho de 2010

Treze de setembro.

Respeito é sentimento mútuo. Deve exigir quem tiver pra dar. Cada pessoa tem um ponto de vista. E neste ponto, sou obrigada a ignorar a educação quando me exigem o lado oposto. Não considero como pecado.
Lua, dia, horas ou minutos, seja lá o que for... Você não é obrigado a guardar, e o suposto ouvinte não é obrigado a escutar e aguentar caprichos.
Sou caprichosa? Sim. Demais! Sei a hora de parar? Feliz ou infelizmente, não. Às vezes, não. Mas de uma coisa eu tenho certeza, não obrigo ninguém. E mesmo assim sou errada?
Tudo neste mundo tem limite, a vida tem, por que um ser não pode ter? Pessoa, nem eu e nem ninguém te obriga a aturar o inaturável. Cada um se comporta de um jeito diferente, tem um pensamento diferente, seus limites são distintos e sua paciência mais ainda. Então pra quê isso? Joga tudo para o alto e vive! "Fizemos isso tantas vezes". Está tudo bem.
A saudade alheia é só a primeira e inevitável consequência.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cheirin de coisa nova.

O novo me dá medo. O novo me atrai.

Tudo o que seja ímpar me atrai. O par me impressiona em quase nada.
Uma amizade ímpar, um amor ímpar, momentos ímpares, uma felicidade estonteantemente ímpar, uma vida par. Mas por que isto teria que ser par? Por que logo isto? Por que uma vida par? Ela simplesmente não me impressiona - não mais. Pronto, está aí a resposta.
Palavras, gestos, carinhos, bobagens, fotos, fatos e lembranças. Tudo tornou-se par. O que vier, veio! Sem tanta emoção, sem tanta euforia, sem o estômago encolher, sem a mão suar, sem o coração disparar - eu não quero que dispare. Pois bem, a saudade também tornou-se par.
Comparados a este amor ímpar, o mais lindo, o mais limpo (não mais puro), eu e você, formando um quase belo "par", em apenas um querer.
Agora, o que mais posso afirmar?
Par com par, dá par. Ímpar com ímpar, dá par.
Minha vida sem você tornou-se um ímpar sem prazer. Eu quero.
Eu não devo.